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sexta-feira, outubro 28, 2016

Entrevista com o autor e compositor Mauricio Gomyde

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Olá leitores! Como vão?
   O Blog Literary Heart teve o prazer de fazer uma entrevista com o autor Mauricio Gomyde, que publicou em 2015 o mais novo livro, Surpreendente! Que já promete...
   A entrevista foi feita recementemente via e-mail. Não tenho palavras para agrader a atenção e carinho do Mauricio, só desejo muito sucesso para ele e seus livros!
Agora chega de enrolação e vamos lá, as perguntas!



Quem é Maurício Gomyde no seu ponto de vista?
Sou alguém que está sempre em busca de uma história. Seja para viver ou para contar. Gosto de viver novas experiências e, quando elas pedem, colocá-las no papel. Pessoalmente, sou uma pessoa tranquila e caseira. Gosto de livros e de música, na maior quantidade possível.

Como surgiu o titúlo "Surpreendente" e de onde veio a ideia para a história do livro?
Resultado de imagem para mauricio gomyde e surpreendente- O título saiu naturalmente durante a história. Mas precisa ler para entender, porque é parte importante e seria spoiler aqui...rs. A ideia do livro partiu da vontade que eu tinha de contar uma história no universo do cinema, já que fui estudante de cinema. E o que decorreu dali, todas as reviravoltas e personagens, foi tudo saindo naturalmente durante a escrita.

Como e quando surgiu sua necessidade para escrever?
Acho que veio desde pequeno. Eu fazia parte dos alunos que gostavam da aula de redação (e muitos detestavam! rs). Não deixava de escrever nenhuma, tampouco de ler os livros obrigatórios. Isso foi criando em mim a vontade de, um dia, escrever um livro. Até que, certo dia, tomei coragem, escrevi e lancei. Depois vieram mais 5 títulos.  

Qual foi seu primeiro livro publicado e quais as dificuldades de o publicar já que você não contava com uma editora?
Meu primeiro livro se chama "O Mundo de Vidro" e o lancei em 2001. Era época pré-redes sociais, não havia a facilidade de divulgação que temos hoje. Também não havia a possibilidade de lançá-lo virtualmente, em formato digital. Então, as duas primeiras edições foram "no peito e na raça", com edições impressas em tiragens de 1.000 cópias (hoje em dia dá para fazer sob demanda em quantidades menores). Como era tudo de forma independente, a divulgação não era fácil. Mas fui comendo pelas beiradas e foi muito divertido fazer tudo daquela forma. Posteriormente, ainda lancei 3 livros independentes.

A quem você dedicou o seu último livro publicado?
- Todos os meus livros são dedicados à minha família. São meu suporte, minha base, minha razão de acordar cedo todos os dias.

Você pretende lançar mais algum livro em 2017? Se sim, do que irá falar?
- Provavelmente sairá em 2017, sim. Mas não posso adiantar o tema, pois estou finalizando e a editora o receberá em breve. Vamos ficar na expectativa. Só digo que está beeem bacana... rs. 

Qual o escritor que mais te inspira? porque?
Gosto demais do Luis Fernando Veríssimo, porque ele é o escritor que, a meu ver, melhor entendeu a alma humana em suas peculiaridades e em seus detalhes. E é capaz de fazer graça de qualquer coisa, o que é dificílimo. 

Qual os altos e baixos de ser escritor?
Não vejo baixos, de verdade. Só vejo coisas positivas. Porque não encaro a literatura como um meio de vida, mas um prazer absoluto. No dia em que deixar de ser, largarei sem crise. 

Por você não ter de inicio uma editora te apoiando e divulgando seu trabalho, como foi o seu processo de divulgação?
A divulgação era entre amigos e amigos de amigos. Algumas pessoas liam e gostavam, mandavam e-mail para comprar e presentear. Eu fazia lançamentos em pequenos locais e conseguia colocar em uma ou outra livraria de bairro. Nunca foi fácil. Se ainda hoje, com tanta facilidade que temos à mão, é muito difícil, imagine só àquela época. Mas foi um aprendizado e tanto.

 Você já pensou em desistir dessa carreira? Porque?
Nunca pensei, porque, como disse acima, continua sendo um prazer para mim. Não fico pensando em vendas, nem em lucro. Procurei, desde o início, não viver disso. Tenho outra atividade profissional, que me garante não precisar vender livros para pagar o almoço. Admiro quem consegue, claro, mas não é para mim. Então, eu conto as histórias que quero e do jeito que acho mais interessante. Enquanto for um prazer, lá estarei.

Qual o livro que está na sua cabseira atualmente? Com qual frequencia você o ler?
- O livro atual é o "Novembro de 63", do Stephen King. Leio todos os dias. Menos do que gostaria, porque o tempo é corrido demais.

Qual a sensação de ser o publico elogiando o seu trabalho?
É um prazer imenso, porque, em última instância, acredito na tese que diz que o livro começa na cabeça do escritor e termina na do leitor. Se a turma está gostando, então acho que o ciclo se completou. Recebo com muito carinho os elogios, assim como as críticas também

Muita gente compara suas obras com as de Nicholas Sparks. O que você acha realmente disso?
Acho que tem um quê, sim. Mas é mais porque somos homens escrevendo romances românticos e dramáticos. Acho que há uma diferença na pegada e na temática. De todo modo, sinto-me lisonjeado, pois é um autor superquerido pelo público.

O que é ser escritor para você?
É conseguir colocar para fora as coisas nas quais acredito e isso ter ressonância em pessoas que nunca vi. 

Além de escritor você também é músico certo? Se um dia a gente só pudesse seguir uma profissão qual você escolheria das duas?
- Atualmente, eu seguiria a de escritor. Sou músico há muito mais tempo, mas a literatura me dá a tranquilidade que no mundo da música é inexistente. Fazer shows é algo desgastante e cansativo, ainda que superprazeroso. Hoje em dia estou mais quieto, mais calmo. A literatura casa bem comigo...rs. 

Deixe uma frase em que lhe inspira todo dia de manhã. Para que também inspire quem está lendo essa entrevista e para mim também.
- A frase que tenho como mantra, e me pego falando muitas vezes, é aquela "não faça aos outros aquilo que você não quer que façam com você". Se isso fosse seguido por todo mundo, não haveria violência, maldade, corrupção e falta de amor. Um ensinamento simples até demais, mas que a gente precisa lembrar diariamente para seguir em frente com retidão.
                                                                                        
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